22 de abr. de 2010

Coisas da dita "Vida"...



Sei que passou bastante tempo sem eu escrever, e como várias pessoas que me conhecem bem, me dizeram uma vez: "Quero só ver até quando vai durar esse blog..." 

Não é por desinteresse, é que nunca foi meu feitio ficar relembrando pra escrever de momentos que já passaram, enquanto está a todo momento acontecendo algo novo. Ainda mais agora que com a minha eterna busca nessa vida, aprendi a viver o momento, aqui e agora. Coisa minha. 

Respeitando meu corpo e minha mente, hoje estou com tempo solto e livre, apesar de triste, pela perda de uma pessoa muito querida no meu círculo (assunto que não convém entrar em detalhes aqui no Blog), e então, aproveito que estou um tanto introspectiva, para escrever. 

Desde que coloquei as novas programações, como relata no meu último post, ainda estou nesse mapeamento, mais especificamente na primeira programação, P1, pq a P2 já fica muito intensa pra mim, e uso a P4 para escutar músicas, que isola os ruídos externos... 
O que realmente mudou é a percepção sonora do que eu já escutava, escuto mais aclareado, por assim dizer... 

Quanto a sons novos, escutei passarinhos, coisa mega fofinha!!!! Estava eu sozinha, esperando a Carol na rua, que ela foi entregar uns livros, e de repente escutei uns barulhinhos bem suaves e repetitivos, mas gosotoso de escutar, e comecei a procurar de onde vinha... percebi q era do alto, e olhei para as árvores, mas não tinha vento... daí achei um monte de passarinhos!!!! Vários, e cantando e fiquei observando, o movimento que eles faziam acompanhava o som... então, descobri! 
Passarinhos... coisa mais linda. Fiquei ali de pé, fechei os olhos, e me concentrei só neles um longo tempo. Uma sensação muito boa, essa. Mais uma coisa linda da Mãe Natureza... 


E conheci som de flauta de bambu, que o Augusto me mostrou, muito bom e suave, e tentando descrever: me pareceu como assovio, mas com mais intensidade e ritmado. Ao vivo, os sons dos instrumentos parecem que ganham mais vida e cor. Não sei se conseguem entender o que quero dizer... Mas enfim, é lindo. Obrigada, Augusto, pelo momento especial. 

E as musicas são uma eterna descoberta pra mim... é o que mais preenche meu dia. E agora que começou a época de ventos e chuvas, tenho sentado junto à janela pra escutar a chuva... E estes dias estava um vento norte muito agradável, eu adoro, me dá uma nostalgia, e a Elenita me perguntou: "Gisa, está escutando um sonzinho baixinho..." e eu prestei atenção e ela descreveu o som, porque assim, eu estou sempre escutando todos barulhos ao redor, mas tenho que me concentrar e identificar e aprender, porque é muita coisa ao mesmo tempo... daí me concentrei e escutei um barulhinho bem suave de varias coisinhas se mexendo rapidinho, e eram as folhas secas no chão. Ah, o outono... E a Elenita que me acompanha sempre nos meus momentos, todos eles, e agradeço sempre por ter essa pessoinha iluminada em minha vida. Dispensa comentários. 

Assim como tudo na vida, tem os momentos de perda, escutei pela primeira vez pessoas chorando, e tive que desligar o aparelho, não sei porquê, mas não deu para aguentar... É uma energia que preenche com muita tristeza, dor e angústia, e eu senti que precisava passar àquelas pessoas paz e luz. E me concentrei nisso na forma que eu melhor conhecia. No meu mundo silencioso. 

Por ora, é o que eu me lembro... os outros barulhos que aprendi, que tomaram conta da minha rotina, continuam sendo algo gratificante em minha vida, escuto a Dorothy latir, as pessoas falando, a Carol pelo apartamento, água correndo, chuva "caindo", músicas, tudo é singular e infinitamente especial. Ao menos pra mim... 

Tudo ao meu redor ganhou mais cor e intensidade com sons preenchendo a minha vida. 

Espero que continue sempre assim, que eu nunca me "acostume". 

Paz e Luz.
Namastê

1 de abr. de 2010

*** Sem Título****

AAAAAAAhhhh
AAAAAAAhhhh!!!! Esqueci de contar que, fui pra Santa Maria no finde passado, e visitei a Luana,minha amiga querida do coração, estávamos tomando chimas, fazendo o que as mulheres fazem de melhor: conversando - e ela resolveu fazer pipoca: consegui escutar desta vez!!!!!!!!!!!!!!!! Vivaaaaaa!
Que máximo... Pena que dura pouco tempo, e não dá pra sair fazendo pipoca adoidada né... (Recadinho pra Lu: A gente faz de novo da próxima vez né amiga!!!!)

E mais, ontem fui pra POA fazer novo mapeamento. Estou com quatro novos programas! Minto, três novos programas, o primeiro é o terceiro programa do mapeamento anterior.

Estava pensando agora em como explicar como funciona isso... então, a começar pelo começo, peguei um material pra quem quiser entender melhor como funciona o IC:
AAAAAAAhhhh


AAAAAAAhhhh
Em relação ao funcionamento do implante coclear, este dispositivo é constituído por dois componentes: um interno e outro externo. Para que todo o sistema funcione, propiciando ao usuário a sensação de audição, faz-se necessário: um microfone para captação do som, um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos na cóclea.
Para que a informação advinda do IC possa ser interpretada pelo córtex cerebral, o sinal acústico deve ser captado pelo microfone do equipamento e codificado em sinais elétricos pelo processador de fala para que serem transmitidas e processadas pelo receptor-emissor interno. Os impulsos elétricos processados pelo receptor-emissor interno serão enviados a eletrodos intracocleares específicos.
Durante o mapeamento e balanceamento dos eletrodos, o fonoaudiólogo deverá determinar os ajustes necessários para que o processador de fala seja capaz de converter de maneira efetiva a informação acústica em uma área dinâmica de corrente elétrica adequada para cada eletrodo. A escolha do modo de estimulação dos eletrodos corresponde à localização do eletrodo indiferente (referência) em relação ao eletrodo ativo (estimulado). 
 
Detalhes... só estou colocando aqui uma base para entendimento, não vamos escrever um livro ta???

Na programação do processador de fala, medidas psicofísicas devem ser registradas por meio de técnicas subjetivas e objetivas.
O nível T representa o limiar de estimulação elétrica e é definido como o nível mínimo de estimulação elétrica necessária para eliciar uma sensação auditiva. O nível C representa o limiar de desconforto do usuário para estimulação elétrica.A área dinâmica para a utilização da estimulação elétrica em usuários de IC deve estar compreendida entre o menor nível de estimulação capaz de causar uma sensação auditiva e o nível de maior conforto do estimulo elétrico para o paciente.
Os níveis T e C permanecem fixos durante todo o acompanhamento para mapeamento e balanceamento dos eletrodos.Existe uma variação dos níveis T e C, principalmente no primeiro uso do dispositivo. De acordo com o tempo de uso do IC, diferentes ajustes e parâmetros podem ser modificados utilizados na programação do dispositivo.

Enfim, se deu pra entender, ótimo, se não... o google explica!!! Pesquisa lá!!!

Então, está mais ampla a sensação da audição agora, vamos ver as novas experiências...
Não, ainda não tem!
Cheguei ontem de tardezinha, e tive aula de meditação ativa, e vou contar... Conciliar entre a nova audição e uma nova meditação foi uma aventura. Saí de lá leve e fora da casinha. Para os curiosos: meditação ativa é com muita música, muitos movimentos, danças, imaginação, interação, e muita energia. Vale a pena conferir!

Cheguei em casa, e fui dormir!

E... The End.

Amanhã quem sabe conto mais, ou mais além...
Por ora, vou deixando meus sinceros sentimentos de PAZ e LUZ nessa véspera de feriado, de unir pessoas que amamos, e canalizar toda energia positiva que se há!!!

Uma ótima Páscoa a todos!!!

Namastê